Groupe de Thèbes

(Objetivando esclarecer sobre este assunto, onde desinformações se somam, criando mitos até contraditórios, trazemos esta entrevista de Dominique Dubois com Rémi Boyer para a Historia occultae No. 03 de setembro de 2010 (revista-livro publicado por L’œil du Sphinx – O Olho da Esfinge) – Notas do Editor do Blog

 

Vamos começar com uma simples pergunta: O que é o Grupo de Tebas?

A pergunta é simples. A resposta não é. Vamos começar por dizer que o Grupo de Tebas não era. Não era a Grande Loja Branca, embora tenha sido dito aqui e ali. Não era, a fortiori, a Grande Loja Negra, como também foi ouvido. Grande Loja Branca e Grande Loja Negra também são dois mitos que provaram ser mais tóxico do que benéficos, mais destrutivos do que os fundadores. O Grupo de Tebas não era a famosa terceira ordem da Golden Dawn. Como foi escrito por um responsável da Golden Dawn, provavelmente em um momento de exaltação. Não era uma nova Loja P2, como tem sido sugerir. Finalmente, não foi de forma alguma um pequeno grupo de extrema-direita como foi dito, escrito e às vezes repetido até hoje por maldade ou estupidez, por pessoas que nunca se deram ao trabalho de verificar os fatos ou até mesmo não gostaram, preferindo chafurdar na mediocridade reconfortante.

O “affaire” do caso do Grupo de Tebas, como às vezes se disse, eclodiu em novembro de 1993 quando houve uma montagem grosseira que alimentou o rumor dualista, sobre os quais vamos voltar. Normalmente, um sintoma do reino da estupidez. Deixe a estupidez no sentido filosófico, seja a crença da verdade e tome decisões com base nesta crença errônea, as decisões são muitas vezes desastrosas.

Talvez devêssemos voltar ao gênese deste grupo, que não nasceu do nada?

De fato, no final dos anos de 1980, organizei três seminários públicos no Teatro Municipal de Nevers, um magnífico e pequeno teatro italiano, em torno do esoterismo e do hermetismo. Na época, era possível falar de esotérico, mais provável do que hoje, em um ambiente aberto, “profano” diriam alguns. Uma real abertura cultural, mas frágil, permitindo considerar uma dialética entre o esoterismo de qualidade e uma cultura com bases na literatura mais atual, a arte ou ciência. Personalidades muito diferentes se encontraram naquela ocasião. Entre eles, Fred Zeller, ex-Grão-Mestre do Grande Oriente da França, e especialmente um notável pintor, com quem eu mantive um excelente relacionamento até sua partida para o Oriente Eterno; Claude Bruley, então responsável pelo Círculo Swedenborg; ou ainda o Reverendo Yukai; monge Shingon que dirige o único templo de Shingon da Europa, templo dedicado a Fudo-Myo. Estas reuniões “ecumênicas”, termo que está em voga, foram muito ricas e originais. Eles foram construídos ao longo de dois eixos. O primeiro foi o princípio de uma estrutura única, “absoluta”, acultural, presente ao coração das tradições diversas, que a reunião permitiu melhor identificar, o princípio de que tenho sido constantemente explorado e que a será encontrado no Grupo de Tebas. O segundo eixo foi a necessidade e a riqueza do diálogo entre Oriente-Ocidente.

A partir desta experiência, nasceu, eu não poderia dizer como a idéia de reunir os líderes responsáveis das organizações responsáveis das organizações iniciáticas, espirituais e tradicionais do ocidente e oriente em um espaço neutro para simplesmente estarem reunidos, sem público, para descobrir, se entender e se comprender. Estas foram as Conferências Arc en Ciel (N.T.: Arco-Íris), donde a primeira teve lugar na sede da Sociedade Teosófica de Paris, na Square Rapp (N.T.: Travessa na Av. Rapp, próximo a Torre Eiffel). Devo também prestar homenagem à coragem e à abertura do teósofo Pierre Soléau, sem o qual esta primeira conferência não poderia ter tomado forma. É nessa época que data a minha colaboração com Robert Amadou, colaboração que perdurou com felicidade até 2004. Vários universitários, que não eram responsáveis ou  membros de organizações iniciáticas, mas que tinham um interesse sério na história ou sociologia também participaram. É assim, neste contexto que se atam os contatos que permitiram a aventura do Grupo de Tebas. Alguns participantes das Conferências do Arc en Ciel, incluindo alguns acadêmicos, pretendia dar mais densidade a esses momentos, reorientando o projeto das ordens iniciáticas ocidentais, em uma configuração e análise da práxis (N.T.: prática) comuns, que não exclui o estudo do corpus e conteúdo doutrinário.

Que personalidades desempenharam um papel decisivo na constituição do Grupo de Thèbes? Qual era a natureza deste grupo incomum?

Jean-Pierre Giudicelli de Cressac Bachelerie tinha acabado de publicar seu livro notado pela Rose Rouge et la Croix d’Or (N.T.: Rosa Vermelha e Cruz de Ouro1. Ele foi, então, no cruzamento das muitas correntes herméticas na Europa que o convida a se juntar a nós. Robert Amadou apoiou plenamente o projeto como muitas outras personalidades da cena hermética Européia. Eu acho que, em retrospecto, ambos eram os mais decisivos, à sua própria maneira. O primeiro por sua vontade e forte determinação, o segundo pela sua sabedoria e à sua distância. Eu raramente tomou alguma decisão sobre o grupo, sem antes conversar com eles.

O grupo, então, reuniu os líderes das organizações iniciáticas ocidentais, especialistas em disciplinas tradicionais e especialistas acadêmicos sobre o estudo dos movimentos iniciáticos e espirituais. Às vezes, suas competências eram muito específicas ou mesmo muito contextualizadas.

A primeira sessão do Grupo de Tebas teve lugar 03 de junho de 1990. Foi um sucesso e, naturalmente, todos nós queríamos repetir essas reuniões informais, organizadas classicamente em conferências plenárias e workshops temáticos. Mas um sucesso em que? Embora as reuniões fossem agradáveis, fraternais, as contribuições de qualidades muito boas, temas particularmente ricos da alquimia à metafísica passando pela teurgia, a história e as filosofias dos movimentos. No entanto, o mais importante foi, provavelmente, tecer relações que se espalhou na Europa e além, fora das reuniões próprias, entre alguns dos indivíduos mais influentes na cena hermetista e iniciática. Muitos projetos, textos, pesquisas, histórica e não-histórica, de trabalhos em laboratórios, de avaliações, de performances (idéias fecundas das “performances iniciáticas”, como a performance artística, foi definido dentro do grupo) nasceram na época. Eu contei dezenove projetos consideráveis nascidos sob o selo de coalisão do Grupo de Tebas em três anos, alguns grandes. Falo apenas de projetos diretamente a partir do grupo, existem todos aqueles que nasceram à margem ou prolongamento das relações estabelecidas dentro do grupo e que perduraram bem além de sua breve manifestação. Muitos dos animadores atuais do microcosmo maçônico foram membros do Grupo de Tebas. Alguns projetos, constituidos mais tarde contra o mesmo grupo, também são interessantes. Se examinarmos cuidadosamente a orientação das criações do Grupo de Tebas, definem  muito bem a sua natureza. Era um grupo com vocação cultural, guiado pela divisão tradicional e iniciática. Apenas um grupo cultural. Não era um círculo interno das principais ordens iniciáticas ocidentais. Este não era nem uma super-estrutura iniciática nem uma nova forma de um FUDOSI2, uma federação de ordens iniciáticas, como alguns desejam. Eu era contra e continuo contra a idéia de uma federação de ordens iniciáticas que em última análise, serve aos interesses dos partidários em comum. Raymond Bernard também havia tentado levar-nos a um tal projeto como. O Grupo de Tebas foi o local de Tebas, afinal, banal, o encontro entre indivíduos que compartilham um interesse ou uma paixão, e estão engajados em uma missão similar, ou paralela. Suas responsabilidades à frente de organizações diversas estavam ali por suas habilidades. Eles não tinham nada a provar, nada a defender. Enfim, isto era oferecido pelo informal Grupo de Tebas. É provável que alguns, raros, vieram em busca de reconhecimento. Se o fez, foi sem ostentação.

Como retrospectiva, como você definiria a finalidade do Groupe de Thèbes?

Existem duas formas para compreender a finalidade do grupo. Podemos considerar a tradição ocidental como um quebra-cabeça, as suas peças são as multiplas expressões tradicionais que conhecemos sob a forma das correntes. O objetivo do grupo, então, seria contribuir em reconstruir o quebra-cabeça e identificar as articulações possíveis. É uma leitura horizontal e temporal. A outra abordagem, já evocada, que eu não poderia desenvolver plenamente bem depois do Grupo de Tebas, é compreender as diversas expressões tradicionais, até mesmo opostas na aparência, como veículos de uma mesma estrutura absoluta, indizível e indescritível, mas, no entanto, tenho um pressentimento. Explorar uma corrente, depois uma segunda, depois uma terceira, permite discriminar entre o que é cultural, histórico, temporal e que permanece a mesma manifestação de nossa própria natureza original e caminho para a nossa natureza última. Esta é uma abordagem vertical, atemporal quee requer para a aproximação de si mesmo. Esta segunda abordagem é mais pertinente. Eu acredito que o Grupo de Tebas foi o de promover mas na verdade não implementar.

Hoje em dia é possível falar em alguns nome, alguns números?

Robert Amadou, Triantaphyllos Kotzamanis, Gérard Kloppel, todos os três ausentes infelizmente. Então, os nomes foram postos no pasto, não na imprensa, mas em uma organização única de notícia: Jean-Pierre Giudicelli de Cressac Bachelerie, Massimo Intovigne, Christian Bouchet, Paolo Fogagnolo, Jean-Marie d’Ansembourg, eu mesmo. Para todos os outros, eu não darei nomes.

De 1990 a 1993, o Grupo de Tebas teve até 80 membros provenientes de três continentes, África, América do Sul e do Norte e Europa. As reuniões reuniram mais de 40 membros. Alguns estavam presentes em cada uma das duas reuniões anuais, outros vieram apenas ocasionalmente. Havia no papel, um Grupo de Tebas no idioma Inglês que nunca foram reuniões independentes, ao meu conhecimento. Havia, sob outro nome, um grupo de Tebas na África negra com um projeto próprio, que fez um ótimo trabalho e foi notadamente presente na origem de várias teses universitárias sobre as tradições africanas.

Quais foram as organizações ou correntes representadas no seio do Groupe de Thèbes?

Nenhuma organização iniciática jamais foi representada como tal, dentro do Grupo. Cada membro representava apenas a si mesmo. Era uma garantia de liberdade e deveria diminuir o risco de lutas de poder e influência. Foi provado insuficiente com os eventos de 1993. Os membros pertenciam a correntes muito diferentes: hermetismo, iluminismo, rosacrucianismo, martinismo, martinezismo, maçonaria, pitagorismo, gnosticismo, celtismo, thelemismo, sufismo, etc. Todos os participantes tinham conhecimentos genuínos em seu campo. Muitos marcaram e continuaram a marcam o seu tempo com a qualidade do seu trabalho e suas publicações. O Grupo, que reuniu especialistas de tendências ocidentais, mas alguns eram depositários de vias orientais, particularmente no campo da alquimia interior. Em razão das origens do Grupo, como eu mencionei, haviam também estudiosos cujos pontos de vista religioso e espiritual foram os mais diversos, mas compartilhavam um interesse pelas correntes esotéricas, que começou precisamente no momento em que, para serem reconhecidos como objeto de estudo acadêmico. Somente o nome de Massimo Introvigne foi mencionado em alguma imprensa, e com a intenção de dano, o que me leva a silenciar os outros, que ainda estavam no espaço, e não apenas francês.

De onde veio o nome do Grupo?

Não consigo me lembrar as razões exatas para essa escolha. Eu acho que eu preferia Tebas em razão da radiante, tradicional e antiga cidade. Robert Amadou tinha preferência à Alexandria que parecia mais consistente com o propósito do grupo. É por isso que chamamos um dos satélites do grupo de Círculo de Alexandria.

Qual era a função do Círculo de Alexandria? Era um círculo probatório?

Não. Era um círculo adjacente, destinado a convidarmos pessoas interessadas a conhecer mais que, por sua função ou posição, não tinham a intenção de vir a trabalhar regularmente no grupo. De acadêmicos, historiadores, artistas que eram capazes de se expressar. O Círculo de Alexandria tinha reuniões bastante interessantes;  eu penso em Catherine Despeux sobre o tema da alquimia interior ou os representantes da Loja feminina Heptágono que expuseram seu apaixonante e original projeto. Não há dúvida que alguns convidados se juntaram, em seguida, ao Grupo de Tebas. Excepcionalmente.

Voltemos ao caso. Em 4 de novembro de 1993, o Evento de Quinta-Feira (L’Evénement du Jeudi) publicou um artigo que causou escândalo. O que ocorreu na realidade?

Lembremos que a etimologia da palavra “escândalo” evoca um obstáculo que irresistivelmente atrai. Não tenho a pretensão de reproduzir os fatos. Ninguém tem todos os elementos da história. Mas é possível entender um pouco as fontes que continuam sendo uma das farsas mais bem sucedidas da imprensa sobre o assunto das sociedades secretas, uma das suas castanhas favoritas. Geralmente, para argumentar e aumentar as vendas, é a maçonaria, que é alvo, hoje de seitas pretensamente tais. Com o Grupo de Tebas, temos uma operação mais complexa que é organizado em torno das tensões pessoais de alguns protagonistas cujos interesses convergem para um curto período de tempo.

Aqui está alguns elementos do contexto:

O Evénement de Jeudi tinha dificuldades financeiras. Para sobreviver, ele se deixou ir regularmente ao sensacionalismo. Ele tinha, por vezes, nada a invejar aos tablóides de nossos amigos ingleses. O Grande Oriente da França, já falava do Excremento que era ele. Lembremos que originalmente, a qualidade, semanalmente alta por vários anos, foi o primeiro na França, a construir sua participação em seus leitores. No final dos anos 70, eu o comprei, como muitos jovens que acreditavam na liberdade de imprensa, alguma participação no EDJ. Mas quinze anos depois, nada funciona. O Evénement du Jeudi irá depositar o saldo um ano após seu ataque contra o Grupo de Tebas. A crise prevalecerá na escrita do jornal por que deixará um dossiê de dez páginas, em clara violação da ética jornalística. Não foi pela primeira vez. Não foi a última e a degeneração da imprensa só se tornou mais acentuada depois que atingiu a situação grotesca que nós conhecemos.

O Grande Oriente da França estava passando por um período turbulento. O G.’. O.’. sempre parece passar por um período turbulento, mas ele sabe navegar. Ele sabia que naquele momento uma certa abertura para o estoerismo, tímido mas real, que não agradou a todos os Irmãos, particularmente aqueles que são por vezes vagamente chamado de “trotskistas”, que queria recuperar o controle. Guerra dos últimos contra aqueles que defendiam um retorno, mínimo, a tradição, era subserviente.

O Grupo de Tebas incomodou um pouco o palco tradicional e maçônico. Alguns gostariam de ser convidado ou juntar-se. Outros a viram como uma concentração perigosa de fortes perfis individuais e atípicos. Em ambos os casos, o propósito do grupo, a sua natureza e mecanismos permanecem mal compreendidos.

Dentro do grupo, a rivalidade tinha surgido entre dois membros de correntes próximas, Thelemistas e Golden Dawn. Estas duas correntes são as crianças inquietas da Tradição3. Eles são também muito criativos.

O jogo natural do triângulo arcaico poder-território-reprodução fará o resto. O artigo foi mandado um jornalista, que abusou da técnica da amálgama; fora um dossiê extravagante o Grupo de Tebas sob o título estridente “Por trás da magia e do irracional… a extrema direita e a extorsão. A investigação do misterioso Grupo de Tebas… A verdadeira face das sociedades secretas”. As rendas são bem conhecidas: a justaposição de fatos e declarações falsas, falsas ligações, insinuações, mentiras e às vezes definitivas e puras calúnias (o EDJ vai introduzir Jean-Marie Ansembourg, aristocrata e estudioso belga, não poderia ser mais republicano e humanista, como um vulgar “fascista” em conluio com os nacionalista bolcheviques russos). O autor do dossiê, capaz do melhor como do pior, era muito conhecido na comunidade jornalistica por suas colagens tortuosas. A EDJ baseou-se, nomeadamente, nas pseudo-revelações de um membro do Grupo de Tebas e um convidado do Círculo de Alexandria, que teve contas pessoais a acertar com Christian Bouchet. O jornalista escolhido para este trabalho sujo, estava em seu elemento: anti-fascista, seu alvo será Christian Bouchet hostil a Maçonaria, o seu dossiê jogará um tumulto no G.’. O.’. e desacreditará a maçonaria (muitos Grandes-Mestres maçons participaram do Grupo de Tebas); a guerra contra a Igreja da Cientologia irá atacar Massimo Introvigne, que denuncia em seguida, com muitos colegas acadêmicos especializados, na política anti-sectária francêsa, simplista e liberticida, susceptível, eventualmente, a vir prejudicar tanto para a Igreja Católica com a Maçonaria. O jornalista fê-lo com uma pedra em três pancadas. Habilmente, ele manipulou diversas de suas fontes. Ele veio até mim, já bem informado, para escrever, segundo ele, um dossiê sobre a iniciação e a Maçonaria. Ele mesmo afirmou ainda encontrar a experiência do Grupo de Tebas “interessante”. Eu claramente não tinha vigilância sobre isso, mais familiar talvez para os jornalistas sérios e respeitadora das regras. Ele mesmos foi, novamente, o brinquedo de quem precisava do escândalo para obter um reposicionamento do pequeno jogo de poder de obediências maçônicas. Obviamente, é difícil ler o mapa do mundo das sociedades iniciáticas, mesmo quando a intenção não é entender, mas demonizar ou desestabilizar quando estamos em completa desinformação.

Devemos também, penso eu, precisar em qual direção o Grupo estava “secreto”. Claro, alguma discrição era necessário, ou mais pessoas se recusariam a participar abertamente.

Mas o “segredo” foi muito relativo. Particularmente sobre os trabalhos do Grupo de Tebas foram dadas palestras organizadas pelo CESNUR de Massimo Introvigne em Bordeaux, que contou com mais de cem pessoas, e não apenas acadêmicos, mas também jornalistas.

O Evénement du Jeudi colocou em causa o Groupe de Thèbes por seus contatos com a extrema direita. O que foi isto exatamente?

O Grupo de Tebas não tinha nenhuma direção e nenhuma orientação político e jamais tocou em um assunto político. Não era este, simplesmente, o propósito. Um indivíduo envolvido diretamente em uma questão iniciática não pode mais se identificar com o jogo político que é claramente o jogo “egoísta” e constitui uma farsa na tragicomédia do mundo. Além disso, a busca iniciática é essencialmente libertária, não pode conduzir as contrações liberticidas.

No entanto, os jovens amantes da liberdade que não encontraram imediatamente a passagem através da iniciação e são muitas vezes atraídos pela luta revolucionária ou radical. Quatro ou cinco membros do grupo eram bem conhecidos em seus movimentos de extrema direita. Cerca de 80 membros, constitui uma porcentagem muito menor do que a percentagem média atribuída à extrema-direita na França, cerca de 15%. Exclamam um tanto quanto França é fascista? Não! Mas os membros do grupo foram também após a sua juventude pela extrema esquerda, movimentos maoístas, trotskistas ou anarquistas, mas isso não pelo escândalo, e o EDJ, que ainda queria a esquerda, não está interessado. E, em seguida, teve Christian Bouchet, na verdade, ainda um ativista da extrema direita4 e, malgrado, jornalista do EDJ. Dentro do Grupo de Tebas, ele estava como o melhor especialista universitário thelemita e um excelente historiador.

A Politica Hermetica foi atacada abusivamente, da mesma forma que o Grupo de Tebas. Inventando grupos extremistas enquanto uma atividade nos moldes de uma certa imprensa. É sempre mais fácil do que combater os novos fascismos emergentes, bem no trabalho, hoje, com a cumplicidade da maioria dos grandes midias. Isto é o que Philip Murray designa como “a grande onda da moralidade de nosso tempo, o reinado do purificador da Virtuosa profissão(…) as conseqüências diretas do longo movimento de infantilização que permeia as sociedades ocidentais”5.

Observe que o EDJ nunca escreveu que o Grupo de Tebas foi da extrema direita. Ele sutilmente sugeriu que o grupo foi infiltrado pela extrema direita, que não resiste à análise, mas acorrenta aqueles cujo interesse de instrumentalizar o caso não atravessam facilmente a condenação.

 

Você mesmo foi um Cidadão do mundo por longo tempo, mais libertário. Você também trabalhou no campo dos direitos humanos. Você conhece os enganjamentos de Christian Bouchet. Como você fez para aceitar a sua presença dentro do grupo?

O jornalista da EDJ me fez a mesma pergunta. Eu respondi com esta metáfora: “Quando os aventureiros, das grandes viagens, se lançaram ao assalto do Himalaia, eles sabem que estão acima de 4000 metros, tudo o que encontramos são necessariamente amigos. O que um ou outro foram no fundo do vale não conte.”

Esta metáfora tornou-se a pena do jornalista: “Quando dois alpinistas estão amarrados subindo, é raro que um pergunte ao outro o que ele comeu antes que o viesse”. Incompreensão? Mal da Altitude? Desejo a degradar? Metáfora irresistível e nutriente? Ou simplesmente carência de estilo?

Quando Christian Bouchet foi convidado, eu fiz enganjamentos. No entanto, mesmo se eu soubesse, eu não o teria descartado, embora não compartilhe com a sua posição. Por um lado, as opiniões políticas de cada um não me diz respeito aos demais, salvo para observar o seu grau de identificação com a opacidade. Em segundo lugar, eu acho, embora entenda que não podemos concordar, é necessário falar com todos e que uma democracia, ou o chamado, deve adiar tudo incluindo os inimigos da democracia. Você não pode promover a liberdade começando por excluir ou se recusar a entender. O anti-fascismo é uma postura que muitas vezes alimenta o fascismo e, eventualmente, adotar os seus métodos. Temos exemplos no noticiário. O melhor para estabelecer o diálogo, esclarecer as consciências e expelir as nuvens no vento da liberdade através da arte da conversa ou discussão filosófica. Os direitos do homem, que poucas pessoas realmente conhecem, ou, frequentemente, aqueles que brandem com longos discursos, nem bem, claro, aqueles que lutam contra eles, são formidáveis vetores na mudança de pensamento (pluraridade de opiniões). Eles garantem, além disso, como eu escrevi várias vezes6, a permanência da tradição e das liberdades fundamentais cujas vias iniciáticas têm de ser reveladas, a liberdade de consciência, de expressão, de movimento.

O caso Bouchet também foi um pouco franco-francês. Se a imprensa italiana estava interessada no assunto, este não era o caso, preferimos o questionamento na presença de Paolo Fogagnolo, que tinha um fundo no extremismo de esquerda e estava em um momento de aproximação das Brigadas Vermelhas. Novamente, ele não foi convidado pelo seu passado, mas pelo seu trabalho sobre Giuliano Kremmerz, mesmo sendo controverso, refere-se a universidade sobre o assunto.

Outro personagem que foi debatido foi Massimo Introvigne. O que fazia ele no Groupe de Thèbes?

Ele é o Diretor de CESNUR7, o Centro de Pesquisa sobre Novas Religiões, que reúne os estudiosos mais ilustres do planeta sobre o tema das religiões, os novas religiões e movimentos iniciáticos. Ele é assim um grande católico. Fomos criticados pela sua presença. Recebi cartas denunciando a infiltração da cena hermética pela Igreja Católica que o Vaticano recebeu cartas denunciando a conivência de Massimo Introvigne com movimentos ocultistas. Esta é uma personalidade brilhante que contribuiu muito para o grupo por sua erudição, sua lucidez e seu humor.

Na realidade, Massimo Introvigne sempre permaneceu um católico ativo, e muito sensível às questões de liberdade religiosa. Ele organizou uma resposta de alta qualidade para a campanha anti-seitas lançada pela França em 1996 com o relatório Guyard. Ele foi o primeiro a ver o perigo que seria legislar contra as seitas, enquanto a lei comum é suficiente para combater contra seus eventuais desvios. Com seus colegas, ele denunciou a mediocridade das análises, os erros grosseiros, a lacuna caracterizada nos trabalhos de especialistas, juristas, historiadores das religiões, sociólogos e outros, para desenvolver uma doutrina e dispositivos que infringem a liberdade. Um contra-relatório8 rigoroso foi publicado e é baseado no direito internacional, o direito europeu, a direito nacional e o trabalho de especialistas. Massimo Introvigne era problemático para aqueles que fizeram do movimento anti-seita um negócio ou uma barreira de fogo, ‘firewall’, destinado a desviar a atenção de reais problemas. O EDJ se tornou o porta-voz de um pequeno lobby e tentou manchar a imagem de Massimo Introvigne. Isto foi em vão.

Este caso foi conhecido de outras torções da Imprensa?

Não. A montagem era tão sofisticada, tão evidente, sem grosseria, que nenhum dos principais jornais ou semanários franceses nunca mais retomou o dossiê. As pretenças revelações do EDJ se deflacionou  rapidamente.

Os semanários se recusavam a gastar o nosso direito de resposta que foi publicado, no entanto, aos poucos, em uma edição de L’Espirit des Choses (O Espírito das Coisas), com fixação no foco. Nós não insistimos. Com efeito, estudos têm mostrado que os rumores sobre a vítima ao tentar justificar-se, mais rumores9 são reforçados. O advogado consultado na época considerou inútil ir a tribunal, para obter um direito de resposta que, em qualquer caso, a desproporção em relação aos meios de agressão foi tão eventual e aleatória que seu possível efeito seria insignificante. O duelo é infelizmente ainda proibidos, tivemos apenas a caneta ou o silêncio. Nós passamos a outra coisa…

Certo, uma vez que, não se priva de instrumentalizar seus próprios fins da publicação de alimentar os rumores. Alguns exemplos:

A revista Sodalitium que representa um catolicismo tradicional extremo com Monseigneur Lefevre passar por um progressista, denunciou o Grupo de Tebas como um elemento da conspiração judaico-maçônico-satanista10. Massimo Introvigne foi claro.

Xavier Pasquini disse que sua conta de acusações infundadas do EDJ contra o Grupo de Tebas em uma revista do G.’.O.’.F.’.. Um pedido de retificação ficou lá também, estranhamente, letra morta.

Algumas pequenas publicações de extrema direita estavam alarmadas com o interesse de certos membros de sua família política pelo esoterismo.

No mesmo semanário, uma folha dirigida por uma pessoa disparou me chamando de Nova Direita, me tratando de “direita diretista”, que “uiva com os lobos”, enquanto no campo oposto, a Rede Voltaire renovou a posição, porém insustentável, consistente ao Grupo de Tebas, como um grupo perigoso e fascista. Agora bem conhecida as capacidades de enganar a Rede Voltaire e seu presidente, Thierry Meyssan11.

Em 2002, um corvo, com assinatura Cornélius12 finalmente identificado, falando sobre o assunto em panfletos anônimos e delirantes enviados para os editores e redatores.

Em 2002, a revista Corsica13, em um dossiê de Gabriel-Xavier Culioli consagrou a Jean-Michel Rossi veio o caso do Grupo de Tebas acrescentando algumas informações errôneas. Novamente, nenhum desejo de verificar os fatos, para entender e corrigir os erros por parte do jornalista e seu chefe de redação.

Não vou me alongar sobre a imaturidade da web ou sua desinformação inicial sobre o Grupo de Tebas alimentando os delírios da conspiração. A internet hoje é mais parecida com um café do comércio mundial, a usabilidade em menos, que a Ágora (N.T.: Ágora era a praça principal na constituição da pólis a cidade grega da Antiguidade clássica. Normalmente era um espaço livre de edificações, onde as pessoas costumavam ir, configuradas pela presença de mercados e feiras livres em seus limites, assim como por edifícios de caráter público. Enquanto elemento de constituição do espaço urbano, a ágora manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública na urbanística grega, sendo o espaço público por excelência) ainda sonhada por alguns.

Estes exemplos, que eventualmente se tornam uma patética incongruência de forças, apenas ilustram as contradições e inclinações humanas. Elas são as formas sintomáticas que ilustram uma sociedade alienada que todos podem identificar com o tratamento diário de questões mais vitais. É muito menos perigoso inventar um grupo extremista ou um falso grupo terrorista que enfrentar os novos totalitarismos planetários ou as novas barbáries. “O homem é como o homem.”

De rumor em rumor, acredito que não nenhuma calúnia foi poupada. O “caminho da culpa14” me é, portanto, muito familiar. Nossa época é tão “normalizada” e “conformista” que é suficiente para sair da trilha batida para se encontrar uma maneira de culpar. Nenhum desafio doravante necessário agora era o caso no final do sec XIX e na primeira parte do século XX.

Então, houve uma celeuma. Nenhum acidente grande, ou dramas, mas algumas turbulência passageiras que agora se pode sorrir, mas teríamos passado bem.

 

 Quais foram as reações das diversas Obediências maçônicas e quais foram suas posições contra o Groupe de Thèbes?

Pelo meu conhecimento, não houve reação oficial. A maioria das obediências reconheceream o dossiê do EDJ pelo que foi. Apenas o Grande Oriente da França, colocou em causa por ter colocado uma de suas salas disponíveis para o trabalho do grupo. Este foi o real objetivo dos que orquestraram esta publicação. Mas a direção do Grande Oriente não demorou sobre este incidente. Houve, provavelmente, alguns raros movimentos, em colisão mas sem repercursões diretas. Eu penso que algumas portas maçônicas estão fechadas então diante de nós e, ao mesmo tempo, paradoxalmente, muitas novas portas são abertas, particularmente entre os hermetistas europeus no domínio das artes e da avant-gardes.

O que é hoje o Groupe de Thèbes?

Após a publicação do dossiê negro pelo Evénement du Jeudi, tomei a decisão de fechar o Grupo de Tebas. Foi a solução mais simples e mais sábia para continuar o processo com mais serenidade em outras modalidades. Em três anos, as relações e as co-criações que estavam sendo estabelecidas entre os membros foi construída e não tínhamos mais necessidade de um quadro, ainda que ligeiro, como o Grupo de Tebas. Temos, no entanto, continuado a organizar reuniões de especialistas e responsáveis de organizações iniciáticas, focados em temas específicos, sob o nome de Encontros Singulares, por alguns anos, pois eu preferia outras abordagens, outros relatórios.

A idéia do Grupo de Tebas foi tomada em outros lugares, por outros, de forma semelhante ou diferente. Todas as suas experiências foram interessantes, mas todos tiveram de sofrer os mesmos tipos de problemas: das tensões internas que se alimentam em um ataque exterior caricaturada e infundada. Que poderia conduzir a substituir esses eventos recorrentes no contexto geral da tensão entre tradição e modernidade.

Paradoxalmente, o que tinha a intenção de nos prejudicar, e que realmente teve alguns efeitos adversos, mostrou-se salutar. Isto causou uma ocultação natural, sempre favorável ao verdadeiro trabalho iniciático. Ele também permitiu distinguir entre os impasses, os caminhos de retorno e as vias diretas. No mundo da dualidade, a melhor qualidade da informação é sempre comportamental.

Hoje, segundo a expressão consagrada no Oriente, eu vivo “retirado no fundo do jardim”.

 

No início desta mudança, você evocou o «rumor dualista», o que você pretendeu dizer?

O ser humano é prisioneiro de seus acondicionamentos e suas identificações dualistas, inscrita notadamente na linguagem. Já preso e fazendo, cego pela sua história, ou pior, a sua “lenda” pessoal, ele não tem acesso ao Real, mas pretende segurar a verdade. O que foi o EDJ? O que todos nós tendemos fazer, indica o bem e o mal. “Religiosamente”, o EDJ clamou como verdade o que era apenas um rumor. Ele deverá acabar com a pretensa afirmação da verdade para ser justo. Será tentado para designar tal ou qual responsabilidade, de buscar um culpado entre os protagonistas desta aventura pitoresca. No entanto, como todos os organismos vivos, eles fizeram a melhor escolha entre os distintos, como eles são oferecidos, para atender a uma boa intenção e necessidades inconscientes de pertenção e reconhecimento. Mas a escolha dualista é restritiva, pobre e às vezes até ridícula, como as necessidades de realização não surgiram na consciência. O uso comum da linguagem, aristotélica e binária, conduz invariavelmente a uma condenação arbitrária, na melhor das hipóteses para o absurdo, que pelo menos, questiona. Os seres humanos são altamente subjetivos. A objetividade não é uma qualidade humana, mas a subjetividade é a fonte de sua criatividade, enquanto ela escapa das amarras dos condicionamentos e antinomias que drena o rumor permanente que ocupa a nossa consciência, o ego, o meu, a “persona”, a máscara. A medida que não libera o lugar da consciência, de todo lugar, de todo ser, nós somos ocupados, canibalizados, pelo rumor dualista.

A experiência do Groupe de Thèbes foi constitutivo de seus escritos? Eu acho que as peças do incoherismo, publicados por Rafael de Surtis, agrupados e completados hoje em dois grandes volumes em Arma Artis15 ?

“Qual é a experiência fundamental ou fundadora que você acha que levou a sua escrita?” Réne Daumal havia perguntado a pergunta que foi tomada há alguns anos, de uma forma inteligente, pelo revista Place aux Sens16. A escritura se alimentou de todas as nossas experiências, mas eu não vejo uma ligação constituintes direta e óbvia entre os dois. Os pedaços do incoherismo não revelam a história pessoal, mas a consciência não-dual. Para os contras, eu acho que essa experiência tem contribuído para a formação de um olhar distante sobre as ordens e sociedades iniciáticas, muitas vezes confundido com as vias iniciáticas, olhando a marca de outros ensaios: La Franc-maçonnerie comme voie d’éveil17  ou Masque, Manteau, Silence, le martinisme comme voie d’éveil18.

Por que falar hoje?

O Grupo de Tebas foi apenas um episódio, breve e intenso, uma aventura movimentada das sociedades iniciáticas ocidentais. Ele irá juntar-se ao museu histórico de iniciação, a “Guerra das Duas Rosas”19, a oposição entre a FUDOSI e a FUDOFSI20, ou as grandes cisões maçônicas…

É conveniente, hoje, desmistificar o Grupo de Tebas, para permitir que os fantasmas que perduram se dissipem. Mas, além disso, provavelmente é preciso desmistificar as sociedades iniciáticas secretas em si, não só aos olhos profanos, mas especialmente aos olhos de quem é “iniciado”. As organizações iniciáticas, por vezes, fazem o serviço, costumava dizer Robert Amadou. Na verdade, elas às vezes colocam buscadores sobre os caminhos das vias de iluminação, elas também podem enganar. Às vezes útil, elas nunca são indispensáveis.

Que lições você tira deste episódio?

Há uma total incompatibilidade entre a política e a iniciação. Nenhum compromisso é possível. Não há ataraxia possível na política. A política cristaliza a identificação dualista enquanto que a iniciação libera oposições duais para dar acesso a uma livre consciência não-dual. A iniciação, intelectual por essência, só pode ser diluída na atualidade. A iniciação íntima, como todas as formas de intimidade, não suporta luzes artificiais da mundaniedade.

Terminamos com uma banalidade. Neste mundo, só as banalidades podem ser verdadeiras. “Para viver feliz, é claro, viva oculto”.

1 Pour la Rose Rouge et la Croix d’Or de Jean-Pierre Giudicelli de Cressac Bachelerie, publicado na época por Axis Mundi. Reedição aumentada em 2007 pela Mercure Dauphinois.

2 Fédération Universelle des Ordres et Sociétés Initiatiques (N.T.: Federação Universal das Ordens e Sociedades Iniciáticas). Leia o excelente trabalho de Serge Caillet, Sar Hiéronymus et la FUDOSI, Editions Cariscript, Paris, 1986.

3 O mundo das sociedades iniciáticas não é imune contra as vicissitudes da vida dos grupos. Certos conhecimentos comuns, no entanto, são mais agitados do que outros. O atual rosacrucianismo da Golden Dawn, o thelemista e os ritos maçônicos egípcios são mais particularmente propensos a divisão. Estas correntes, muitas vezes atraem fortes personalidades e muitos criadores que precisam de espaço para se expressar, o que origina tensões.

4 Animador do movimento Nouvelles Résistances (N.T.: Novas Resistências).

5 Rejeição de mudanças. Exorcismes spirituels vol 1 de Philippe Muray, Les Belles Lettres. Paris, 1997.

6 Tradição e direitos do homem no L’Esprit des Choses, n°4 e 5, CIREM, junho 1993. Artigo reeditado posteriormente em L’Originel puis dans Occulture. A coleção completa do L’Esprit des Choses 1992-2002 já disponível em CD-Rom.

7 Centro studi sulle nuove religioni (N.T.: Centro de Estudo sobre Novas Religiões). Site: http://www.cesnur.org/

8 Para terminar com as seitas. O debate sobre o relatório da comissão parlamentar, Dervy, Paris 1996.

9 Leia Sociologie politique, incluindo os rumores de Philippe Aldrin, PUF, 1985, que interessa sobre as funções sociais e reguladoras  do rumor e boatos de Pascal Froissart La rumeur. Histoires et fantasmes, Edições Belin, 2002, que desmistifica o discurso científico sobre o rumor.

10 Em várias ocasiões, Sodalitium em sua edição italiana como em sua edição francesa vai abordar o tema. O nº 38 da Sodalitium publicou um resumo do caso da EDJ em um artigo redigido, não é inventado, pelo Padre Torquemada.

11 Denunciou, entre outras coisas, por Fabrice Nicolino no Politis na quinta-feira, 11 de abril de 2002 no qual se constata que os registros da Rede Voltaire “não são tão diferentes do que  as famosas notas das Informações Gerais” e afirma que “estas fichas combinam com uma forma insuportável da verdade estabelecida da bancada do rumor, da injúria e da difamação”.

12 Pseudônimo usado para enviar panfletos anônimos sobre o Priorado do Sião para Henry Lincoln, Michael Leigh e Richard Baigen, que estavam investigando para então escrever seu famoso livro, Le Message. Os panfletos recebidos por Lincoln, Leigh e Baigen foram intitulado “Os escândalos do “Priorado de Sião”. Aqueles de 2002 serão intitulados como  “Os escândalos da OTO”.

13 Corsica n°36, setembro de 2002.

14 Encontramos esta prática no Sufismo, em particular, é chamado de a Via de Malam, da culpa, mas ela existe em outras correntes, especialmente a Oriental. A Via da Culpa consiste em provocar nos outros um sentimento de indiferença, de desconsideração, desprezo ou rejeição de si mesmo. Essa via permite reduzir o ego e de se libertar da necessidade de reconhecimento, de filiação, de escapar do mundano.

15 Eveil et Incohérisme de Rémi Boyer. Editora Arma Artis, 2005 et Eveil et Absolu de Rémi Boyer.Editora Arma Artis, 2009.

16 Place aux Sens n°4. Março 2002.

17 La Franc-maçonnerie comme voie d’éveil de Rémi Boyer. Co-edição Rafael de Surtis et Editinter. 2006.

18 Masque, Manteau et Silence, le martinisme comme voie d’éveil de Rémi Boyer. Edições Rafael de Surtis 2008.

19 No desígnio por “Guerra das duas Rosas” o conflito entre, o final do século XIX, Stanislas de Guaita, fundador da Ordem Cabalística da Rosa-cruz e Josephin Péladan, fundador da Ordem dos Rosacruzes, do Templo e do Graal, também conhecida como a Rosacruz Católica.

20 Féderação concorrente a FUDOSI, fondada por Swinburne Clymer.

Published in: on 01/07/2012 at 20:31  Deixe um Comentário